quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

2.2 A EDUCAÇÃO COMO INVESTIGAÇÃO



     Lembro-me que na maioria das aulas do meu tempo de escola os conteúdos

eram apresentados da seguinte maneira: primeiro líamos um texto ou o professor

escrevia no quadro alguma regra ou teoria de sua respectiva disciplina; depois nos

eram apresentados dois ou três casos onde aquela teoria poderia ou não ser

aplicada; por fim, tínhamos que realizar uma série de exercícios sobre o assunto,

onde supostamente aplicávamos aquilo que havíamos conseguido aprender do

conteúdo.

     Ou seja, excerto em algumas aulas, como as de um dedicado professor de

ciências que tive no Ensino Fundamental e nas aulas da já citada jovem professora

de matemática do Ensino Médio, partíamos dos resultados finais e buscavam suas

supostas finalidades. O problema deste método é que é completamente

anti-intuitivo. Para o professor que estuda e leciona determinada matéria há anos

esta anti-intuitividade pode não parecer tão evidente, mas quando se tem doze ou

treze anos de vida e nunca viu aquelas questões, tudo parece confuso, abstrato16 e

desestimulante.

     O processo educacional em sala de aula deveria abandonar esta postura de

ensinar “macetes” para se aplicar teorias em exercícios pré-elaborados e deveria

buscar um modelo parecido com o modelo de investigação cientifica. (LIPMAN,

1995, p. 31) O cientista primeiramente se envolve com um problema, depois

emprega o método de sua determinada corrente de estudo, após isso observa e

questiona as experiências obtidas, para só então obter os resultados e compreender

o que pode ser compreendido daquele empreendimento.
     Assim sendo, a metodologia na Escola deve se preocupar com a exploração

das problemáticas que fomentaram determinadas teorias. Instigando os alunos a

criarem suas próprias linhas de raciocínio e consequentemente aprenderem a

pensarem com a própria cabeça acerca das teorias e resultados obtidos em

determinada disciplina. Ou seja, a sala de aula deve ser convertida em uma

Comunidade de Investigação.


 Este texto faz parte do trabalho chamado “Crítica a Escola” escrito por mim, Fabio Goulart. Para fazer o Download do trabalho Completo CLIQUE AQUI. Todos os dias será postado um novo texto deste trabalho aqui no site! Boa Leitura!

16 Neste parágrafo a palavra “abstrato” assume o papel de “não possuir ligação com a realidade do

aluno”, tornando-se quase que incompreensível.

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