sábado, 30 de junho de 2012

Frases de Filosofia - Talvez eu seja enganado inúmeras vezes... Mas não deixarei de acreditar que em algum lugar, alguém merece a minha confiança! Aristóteles


sexta-feira, 29 de junho de 2012

A Guerra Pode Esperar

FIQUEI SEM PALAVRAS !

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O que é a vida?

                                                                De quantas opiniões iremos precisar?

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Hoje é o dia Mundial dos Refugiados.


Segundo a Convenção das Nações Unidas relativa ao Estatuto dos Refugiados, mais conhecida como Convenção de Genebra de 1951, refugiado é toda a pessoa que, em razão de fundados temores de perseguição devido à sua raça, religião, nacionalidade, associação a determinado grupo social ou opinião política, encontra-se fora de seu país de origem e que, por causa dos ditos temores, não pode ou não quer regressar ao mesmo.

A Convenção de Genebra de 1951 foi assinada naquela cidade, sob a égide do ACNUR.

Vídeo enriquecedor com meus colegas e professores.


terça-feira, 19 de junho de 2012

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Aprender a dizer não

Parece uma coisa simples, mas é extremamente complexa. Quantas são as pessoas que conseguem dizer não inclusive para seus desejos mais importantes e ao mesmo tempo mais desnecessários? "Dizer não" é uma vitória da razão e da autonomia. Me lembro dos tempos de quartel, onde entre todas as coisas, dizer não era a mais proibida de todas... tristes tempos aqueles...

Não adianta explicar quando o outro está dedicado a não entender

Como professor eu sempre busco dar a melhor explicação. Mas não dá pra simplesmente abrir com uma serra as mentes fechadas... a coisa é mais sutil e complicada.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Feliz dia dos Namorados ♥

São os votos do filosofiahoje.com para todos aqueles que já encontraram sua cara-metade nesta caminhada louca que é a vida... Para os que não encontraram, não se desesperem, afinal quem foi que disse que não dá pra ser feliz sem ter alguém ao seu lado?!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Eventos e Encontros Filosóficos - Junho de 2012







12
Certamente existirão muitos outros Eventos e Encontros Filosóficos este mês. Se você sabe de algum e gostaria de compartilhar conosco, favor colocar as devidas informações nos "comentários" desta postagem... OBRIGADO!!!
O Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCRS convida para a palestra:

Local: PUCRS - Prédio 40, Auditório
"The epistemology of disagreement I: "splitting the difference", and skepticism about intellectual endeavors".
Prof. Dr. Anthony Brueckner - University of California, Santa Barbara, EUA.
Entrada Franca
*A palestra será em inglês, sem tradução.
*Não é necessário realizar inscrição prévia.
Informações: Filosofia-pg@pucrs.br -(51) 3320-3554




14h.

13
O Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCRS convida para a palestra:
"The epistemology of disagreement II: rational uniqueness vs. epistemic permissiveness, and 'sticking to your guns'".Local: PUCRS - Prédio 40, Auditório
Prof. Dr. Anthony Brueckner - University of California, Santa Barbara, EUA.
Entrada Franca
*A palestra será em inglês, sem tradução.
*Não é necessário realizar inscrição prévia.
Informações: Filosofia-pg@pucrs.br -(51) 3320-3554
14h.
14
O Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCRS convida para a palestra:
"The epistemology of disagreement III: contra 'sticking to your guns', and the independence principle".Local: PUCRS - Prédio 40, Auditório
Prof. Dr. Anthony Brueckner - University of California, Santa Barbara, EUA
Entrada Franca
*A palestra será em inglês, sem tradução.
*Não é necessário realizar inscrição prévia.
Informações: Filosofia-pg@pucrs.br -(51) 3320-3554
14h.
14
O Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCRS convida para a palestra:
"Indústria cultural, mídia e religião".Local: PUCRS - Prédio 50, sala 811
Prof. Dr. Júlio Cezar Adam (Escola Superior de Teologia – EST)
Entrada Franca
Informações: Filosofia-pg@pucrs.br -(51) 3320-3554
9h.
25 a 27
O Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCRS convida para:
IX Semana Acadêmica do PPG em Filosofia da PUCRS
“Pragmatismo e Racionalidade Prática”
Conferencistas:
Prof. Dr. Ivo Ibri - PUCSP

Prof. Dr. Denis Coitinho - UFPEL
Profa. Dra. Sílvia Altmann - UFRGS
Prof. Dr. Adriano Naves de Brito - UNISINOS
Prof. Dr. Konrad Utz - UFC
Prof. Dr. Carlos Ferraz - UFPEL
Prof. Dr. Agemir Bavaresco - PUCRS
Profa. Dra. Sofia Stein - UNISINOS
Prof. Dr. Manfredo Araújo - UFC
Prof. Dr. João Hobuss - UFPEL
COMUNICAÇÕES: Inscrições até 10 de maio/2012 - ppgfil.sa@gmail.com
Entrada Franca
Informações: Tel. 51 - 3320.3554, filosofia-pg@pucrs.br

quarta-feira, 6 de junho de 2012

SOB A BRISA FANTASMAGÓRICA DE UMA NOVA AUSCHWITZ

SOB A BRISA FANTASMAGÓRICA DE UMA NOVA AUSCHWITZ
Fabio Goulart[1]
RESUMO
Partindo da vivência que o autor teve ao ensinar filosofia dentro de uma instituição sócio educacional para menores infratores, este trabalho avalia e reconstrói o imperativo categórico de Theodor Ludwig W. Adorno que possui caráter moral e pedagógico ao nos dizer que devemos “Educar para que Auschwitz jamais se repita”.
PALAVRAS-CHAVES: Nova Auschwitz. Imperativo categórico. Indivíduo esvaziado.


ABSTRACT
Based on the living experience that the author had to teach philosophy in an educational social institution for juvenile offenders, this study evaluates and reconstructs the categorical imperative of Theodor W. Ludwig Adorno who has moral character and pedagogical by telling us that we must "educate so that Auschwitz will never happen again."
KEYWORDS: New Auschwitz. Categorical imperative. Individual emptied.


PRÓLOGO
O velho e inexplicável furacão já passou. A aldeia dos homens já está reconstruída. Não é possível mais ver quase nenhuma sequela física naquelas bandas, mas nas almas dos homens ainda sangram as feridas que jamais cicatrizam. O furacão já se foi... Resta agora uma brisa gélida e fantasmagórica sobre nossas cabeças.


PREFÁCIO
No início do ano de 2012 aceitei desafio de ensinar sobre a filosofia e o filosofar para jovens que cometeram crimes e estavam condenados a cumprir medida sócio educativa em regime fechado.
Eram jovens entre quinze e vinte e um anos de idade, trancafiados em e ambientes imundos, sombrios, fedorentos, e numa temperatura perto dos cinquenta graus Celsius. Um ambiente sem a menor condição de promover a mínima dignidade humana, quem dirá então ser um ambiente de aprendizagem escolar e reabilitação social.
Ao iniciar minhas aulas, notei logo de cara que esses jovens em privação total de liberdade e cidadania, apresentavam um nível de interesse e abstração frente aos conceitos e propostas filosóficas muito superiores a maioria dos jovens suburbanos livres situados na mesma facha etária dos referidos. Falo isso a partir de minha própria experiência docente e discente, afinal fui um jovem suburbano e entendo “sensitivamente” os inúmeros pontos de implicação social que isso significa. Conheço bem os vários “nãos” que realidade social aplica aos jovens desta situação e o maquiavélico desejo de se atingir os objetivos materiais através de métodos ilícitos.
Estes jovens se mantinham atentos a cada minuto da aula e faziam inúmeras abstrações e comparações entre os assuntos filosóficos e suas realidades de vida. A partir do método das Comunidades de Investigação de Matthew Lipman[2], por mim aplicado, boa parte dos alunos conseguia chegar a suas próprias conclusões e, em seguida, refutá-las enquanto verdades absolutas frente ao grupo de colegas. De fato eles estavam dispostos a refletir sobre a realidade empírica e conceitual de suas vidas, porém apresentavam grande dificuldade de lidar com o conteúdo formal da história da filosofia.
Notei que tal dificuldade era, em grande parte, oriunda da falta de qualidade na educação escolar que receberam. Fato que não só os levaram a uma vida de crimes e barbárie[3], mas também os deixaram sem o mínimo conhecimento histórico da humanidade. Eram jovens vivendo o presente, mas sem o menor conhecimento do passado. Como fazer com que se reconheçam como parte agente de uma história humana da qual a desconhecem em absoluto? Estavam ali, pois, como veremos adiante, eram total objeto do sistema, alienações factuais da Indústria Cultural[4]. Uma ampliação das respectivas realidades históricas, sociais e culturais se fazia urgentemente necessária, afinal, o “mundo” de cada um daqueles jovens começava e terminava nos limites de sua comunidade ou de sua facção criminosa. Digo-lhes que todos colocavam orgulhosamente ao lado de suas assinaturas a comunidade de origem e (ou) a facção criminosa pertencente.
Nesta incursão histórica necessária não só para a boa desenvoltura das aulas de filosofia, mas para a re-significação do sentido de vida daqueles jovens, passamos pela segunda guerra mundial e pelo holocausto. Falei sobre o que aconteceu e sobre o fato de Adolf Hitler e o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei – NSDAP) terem se valido da fragilidade do ego do povo alemão após a derrota da primeira guerra para criarem um grande espetáculo estético que conduziria a Alemanha ao nazismo e consequentemente os horrores da guerra.


Dente os diversos alunos que receberam esta aula notei no rosto de um deles, justamente no CASE[5] onde estavam apreendidos os jovens mais perigosos e violentos, um semblante perfeito de espanto e dúvida. Este jovem olhou para mim e questionou: “-Como pode um governo levar um povo inteiro à guerra e ao assassinato massivo e mecânico de outro povo? Principalmente sedo boa parte deste outro povo gente daquele mesmo país?”. Fiquei atônico e sem saber o que responder. Aquela pergunta questionava e buscava uma razão para a barbaria vindo de um jovem assassino condenado. Fiquei atônico, afinal, naquele segundo percebi que provavelmente nenhuma filosofia válida seria capaz de “dar razões” à Auschwitz e que tal barbárie talvez fosse incognoscível até mesmo para um jovem bárbaro.
Por algum motivo respondi: “-investindo em educação.”. Tal resposta causou um susto ainda maior ao jovem, pois certamente ele, como boa parte da população mundial, tem nas vísceras a ideia de que um governo que investe em educação: investe num futuro melhor para seu povo. Este pressuposto intrínseco na nossa cultura provou com Auschwitz ser um grande engodo e esconder outros pressupostos capazes de disseminar o ódio, o horror e o sofrimento em estado puro. Auschwitz se mostrou como o próprio limite que barbárie pode chegar quando se pretende afirmar a identidade de algo ou alguém perante a subjugação do outro.


INTRODUÇÃO
Investir na educação é o que de mais nobre pode um governo, mas à quais princípios e interesses servirão tal investimento? Qual imperativo moral deve se agarrar o nosso educar?
Para Theodor Ludwig W. Adorno a resposta para essas duas questões seria que o único interesse e principal imperativo moral de toda prática de ensino-aprendizagem deve ser: “Educar para que Auschwitz jamais se repita”.
Com o intuito de clarificar este imperativo, suas motivações e implicações; inicio esta pesquisa. Também irei traçar alguns paralelos com certos acontecimentos atuais para verificar se estamos agindo certo em direção a tal imperativo de Adorno e quais estratégias podemos adotar frente a essa questão e seus problemas subsequentes. 


1. POR QUE AUSCHWITZ?
Este imperativo categórico de Adorno não nos é só ético e moral como também tem forte e necessário viés pedagógico, afinal lhes afirmo que a educação foi um instrumento muito bem usado pelo regime nazista[6] para o sucesso da barbárie sobre a razão durante segunda guerra mundial. Neste sentido a exigência de que Auschwitz não se repita deve ser sempre a primeira exigência das tantas que devemos fazer à educação.
Em seu livro chamado Dialética Negativa, Adorno vê tal exigência como tão básica e evidente que não precisa ser fundamentada. Da mesma forma, não podemos nem devemos tentar fundamentar ou explicar a barbaria realizada em Auschwitz, o terror é evidente e tentar migrar nesta direção seria ainda mais bárbaro. Infelizmente pouco fizemos para evitar a barbárie e com isso deixamos nosso futuro e presente abertos para Novas Auschwitzs.
Para que se entenda este imperativo não podemos olhar Auschwitz como um acontecimento localizado num determinado espaço temporal, precisamos entendê-la como um referencial universal que a humanidade deve evitar com todas suas forças. Isso equivale a dizer que Adorno não está tentando defender o povo judeu, é muito difícil imaginar campos de concentração e extermínio de judeus no Brasil do século XXI, afinal essa é uma religião de pouca influência na realidade brasileira. Por que então devemos evitar a repetição disto tudo se não há riscos aparentes disto tudo acontecer?
Adorno se refere ao risco do extermínio injustificável, massivo de seres humanos, organizado burocraticamente, dirigido administrativamente e executado de modo industrial.
Para José Antonio Zamora existem duas frentes de investigação (Moreira, 2008, p.12):
I- Vincula o significado universal de Auschwitz à singularidade do acontecimento. Nesta linha tal acontecimento seria expoente máximo do mal radical, a quebra de tudo que define o humano como tal, onde não só se atentou contra a humanidade daquelas pessoas exterminadas, como se tentou aniquilar a própria humanidade contida nas mesmas;
II- Vê Auschwitz como o extremo que uma lógica de dominação e aniquilamento pôde chegar em toda história da humanidade, revelando o lado  mais sombrio que qualquer dominação pode esconder.
            Julgo que as duas frentes não se excluem e é interessante investigarmos nas duas. A razão humana não pode de maneira alguma tentar justificar Auschwitz sem estar negando a si mesma, sua economia, sua história, etc. Para Zamora reside justamente nessa injustificabilidade a singularidade universalizadora de tal fato, não só isto, reside também a prova incontestável do risco que toda ideologia esconde ao tentar gerar indivíduos perfeitamente identificados consigo mesma e diferentes de si mesmos e dos outros (Moreira, 2008, p.12). Devemos ter cuidado, não estou afirmando com isso que a racionalização de um crime o deixa menos horrível e condenável.
            Auschwitz não foi um “mero acidente” na história da humanidade, ela é prova viva que o projeto emancipatório proposto pela modernidade pode criar uma lacuna tamanha que venho a culminar em tal barbárie. Ela estraçalhou o espírito iluminista e para Zamora (Moreira, 2008, p.14) revela a cumplicidade existente entre a razão moderna e o princípio de dominação.

            Ao tentar responder “por que Auschwitz?” não só é possível entender o motivo de devermos ter na busca por sua não repetição o imperativo moral e pedagógico universal para humanidade, como acabamos por revelar a patologia da sociedade e seus indivíduos frutos da racionalidade moderna que necessita ser criticada em suas raízes para evitar o retorno do horror.


2. CRÍTICA À RAZÃO PURA
            Se o projeto da modernidade fracassa ao permitir o acontecimento de Auschwitz, isso não justifica seu total abandono. A necessidade de uma educação emancipatória se faz ainda mais necessária após o ocorrido, porém com uma exigência crítica ainda maior.
            Kant em sua resposta sobre o que é o iluminismo, dentre outras coisas, ele nos disse que o Iluminismo[7] era a voluntária saída da humanidade de seu estado de menor idade em busca de uma fase adulta, esclarecida, autônoma e responsável por seus atos.[8] Foi justamente este projeto que visa à emancipação do homem de toda tutela externa em busca da servidão única e autônoma ao próprio entendimento que fracassou[9], e permitiu que  a humanidade cometesse seu mais bárbaro ato mesmo após seu proposto esclarecimento.
            Claro que com Kant este esforço estava apenas começando. O caminho que teoricamente nos conduzirá a emancipação estava apenas sendo traçado, mas como observamos historicamente, não foi capaz de superar lacunas imensas que deram espaço, por exemplo, a Auschwitz.
            Julgo que neste processo em busca a emancipação, a pedagogia detém uma posição privilegiada e necessária, que pode nos levar a uma Nova Auschwitz, ou a um mundo melhor dotado de indivíduos autônomos. Zamora (Moreira, 2008, p.15) diz que emancipação, razão e educação estão definitivamente conectadas.
            Parece-me que a capacidade para se executar em sua plenitude tal projeto está além da capacidade inerente à própria razão humana, dependendo também de fatores sociais, econômicos, políticos, históricos, etc. Para Zamora: “A liberdade pura é o pressuposto de uma autodeterminação racional possível, mas já não se pode precisar o lugar social em que essa liberdade pura se realiza”. Em Kant[10]:


(...)a liberdade do sujeito não se identifica com a liberdade e igualdade garantidas pelos procedimentos jurídicos e políticos do Estado. Ao tentar salvar a autonomia moral da razão pura frente de todo encadeamento social, a ordem social e sua regularização jurídica ficam em parte também a salvo da determinação moral que assim é privatizada e neutralizada (Moreira, 2008, p.16).

              A pergunta que Zamora nos faz é: “Como criticar as condições sociais e históricas de possibilidade da crítica – sob as quais se escondem pendências e sujeições – sem recorrer a um essencialismo ahistórico ou a um formalismo desencarnado?” (Moreira, 2008, p.16)
            Se para respondermos esta pergunta recorrermos a Karl Marx[11] veremos que tal filósofo acreditava que só a experiência real da injustiça e o enfrentamento de interesses contrapostos podem abrir o caminho para uma transformação estrutural das relações de forças sociais. Por exemplo:


(...)ele confiava que a contradição interna do capitalismo e a agudização da injustiça que sofria o proletariado, constituiria um sujeito revolucionário capaz de por fim a todo tipo de dominação social, isto é, de alcançar uma verdadeira emancipação (Moreira, 2008, p.17). 

Infelizmente Marx estava errado, a contradição verificada no capitalismo gerou um sujeito psicologicamente esvaziado, sem identidade própria, que pode ser facilmente manipulado por espetáculos estéticos, que busca acima de tudo dominar para não ser dominado, que pouco faz em busca da auto emancipação e que foi e é capaz de abdicar de sua própria racionalidade e humanidade em direção a regimes nazistas e fascistas, como de fato ocorreu em meados do século XX.
Ao invés de acordar para a vida adulta autônoma e consciente, a humanidade parece que se comportou como um jovem imoral e inconsequente.
Mas quais foram os pontos que permitiram tamanho fracasso do belo projeto da modernidade? Quais erros precisamos evitar para evitar uma Nova Auschwitz?
A partir de Adorno na Dialética do Esclarecimento, lhes digo que o princípio de identidade é inerente tanto à racionalidade identificadora e dominadora da natureza, como à racionalidade da troca capitalista.(Adorno, 2006)
Em sua natureza o princípio de identidade age de tal forma acaba por ocultar o singular e individual sob a universalidade abstrata do conceito identificador, ou seja, o pensamento identificado torna-se um instrumento de dominação. (Moreira, p.18)
Da mesma maneira o princípio de troca capitalista tenta eliminar a nossa singularidade, nos reduzindo diariamente e simples denominadores substituíveis e comuns. Nisto consiste o esvaziamento psicológico dos sujeitos anteriormente citado.
Julgo que a contradição existente no capitalismo que vivemos reside no fato de ser um sistema baseado na diferença, mas que busca uniformizar os pensamentos e os indivíduos a partir de uma lógica interna autorreguladora que nos ensina a tratar com hostilidade tudo que se apresenta como diferente de si mesma. Justamente assim o sistema cria seu jeito de se impor sobre os indivíduos, falsificando a impressão de já estar contido na essência de cada um, forçando-nos o princípio de identidade e acabando por impossibilitar o exercício da autonomia plena. Desta contradição surgem as lacunas que permitem absurdos históricos como o fascismo, o nazismo, fundamentalismo religioso, o terrorismo, etc. Auschwitz não nasceu desta lacuna, mas certamente esta foi uma condição necessária para usa realização.
Para evitamos uma Nova Auschwitz, precisamos de meios para que o sujeito seja ressignificado num sistema onde o diferente possa ser aceito sem medo, para isso é imprescindível que o todo não esteja falsificado previamente nas partes.
Auschwitz é a prova incontestável de onde o princípio de identidade pode chegar em direção à maldade e ao desrespeito ao não-idêntico.

3. A CONSTRUÇÃO DE UM PRESENTE EM CRISE
Vivemos em um tempo de crise, e não me refiro somente à crise econômica global que aflorou em 2008 e que até o momento se mostra insolucionável. A crise se dá, pois julgo que o passado representado pelo projeto da modernidade já se foi, assassinado e queimado nas câmaras de gás e cremação de Auschwitz. Em contra partida, o futuro, que pode ser representado por projetos que tentaram ressignificar[12] e concertar aquele antigo projeto de emancipação, ainda não chegou, e não sabemos se de fato chegará. Para piorar a situação, é inquestionável que o sistema liberal capitalista atual tem falhas catastróficas, porém mesmo o comunismo, que para mim foi a alternativa mais bem elaborada e exaustivamente explorada contra tal sistema, falhou e ruiu como os tijolos do emblemático Muro de Berlim, que ruiu a partir da vontade e dos braços da tão castigada classe operária.
Talvez precisássemos de um pouco mais de tempo para entendermos o que a passagem do século XX para o século XXI de fato significa para a humanidade, mas enquanto tentávamos entender Columbine[13], o 11 de setembro de 2001[14] gritou aos nossos olhos e mostrou ao mundo que terror tinha uma nova face.
Como em todas as quartas-feiras sai mais cedo da escola, precisava cortar o cabelo e fui até o salão para fazer isso. Enquanto a cabeleireira cortava meus cabelos, eu assistia “Tico e Teco” [15] na televisão, de repente tudo foi interrompido pela imagem de aviões lotados de pessoas sendo utilizados como bombas em alvos que, acima de tudo, atacavam o ego e os sonhos da maioria de nós cidadãos ocidentais. Eu tinha treze anos, e para mim foi como se minha infância acabasse ali.
Se o nazismo enganou a povo alemão e boa parte do mundo com seu espetáculo estético que culminou na barbárie, a barbárie dos atentados de 11 de Setembro de 2001 foi o próprio “espetáculo estético” gritando a verdade para os quatro cantos do mundo. A verdade que o fracasso da emancipação da razão ainda se fazia presente.
Com a queda das torres gêmeas evidenciou-se que vivemos numa conjuntura mundial ainda mais fraca do que na época em que o nazismo ascendeu ao poder. Digo que criamos todas as possibilidades para que aquele ataque ocorresse sem que fosse necessário que algum louco com ideias de dominação subisse ao poder de uma grande nação. Aqueles atentados foram idealizados e executados por uma minúscula quantia de indivíduos que criaram sua própria fundamentação teórica e se organizaram de maneira livre e espontânea para cometer tal barbárie.
Podemos pensar que este não é um bom exemplo, pois havia diversos motivos políticos e instituições que financiaram tal atentado. Concordo, e gostaria então de retornar para o dia 20 de abril de 1999, onde Harris e Klebold escreveram "Não culpem mais ninguém por nossos atos. É assim que queremos partir”[16] enquanto planejaram o extermínio de seus colegas e professores e assim fizeram sem a necessidade da ajuda de ninguém. Como evitar que Columbine não se repita? Essa deve ser nossa preocupação no momento. Colocar câmeras de monitoramento e detectores de metais nas escolas e faculdades não parece a solução mais filosófica e se mostra totalmente ineficaz frente aos inúmeros novos atentados de mesma natureza ocorridos de 1999 até hoje. Por isso creio que já estamos vivendo não abaixo de um furacão, mas sim sob a brisa fantasmagórica de uma Nova Auschwitz.


4. A NOVA AUSCHWITZ
            Quando olhamos as aldeias dos homens, vemos todo esplendor do desenvolvimento que se ergue nas mais variadas formas tecnológicas e arquitetônicas, porém não conseguimos ver as “obras” ainda maiores onde fracassamos. É Como se tentássemos esconder todo fracasso da história da humanidade talvez com medo de que isso possa ofuscar o espetáculo do progresso.
            Neste processo de ocultação do fracasso se abafam os gritos de todas as vítimas inocentes do progresso. Julgo que para Adorno viria justamente destes gritos a força transformadora oriunda do passado. Devido a isso, temos cada vez mais pessoas vivendo sem a devida consciência da história, fato que nos torna cada vez mais estranhos a nós mesmos.
            Quando observo a mim mesmo, e principalmente aos jovens transgressores, vejo um sistema que tenta estripar de cada indivíduo o que seria propriamente humano, visando falsificar a identidade de cada um através da indústria cultural, que para mim tem como fim último transformar sujeitos em objetos.
            Caberia às escolas o dever de promover o devido esclarecimento às nossas crianças, para que elas possam exercer sua autonomia. Neste sentido o ensinar deveria se distanciar do “formar seres identificados com seu sistema” e toda pedagogia deveria ser necessariamente libertadora. Propostas de pedagogia libertárias e libertadoras não nos faltam, por que então falhamos em evitar a repetição sucessiva de Columbine?
            Falhamos, pois quando tentamos responder para nós mesmos o porquê necessitamos sermos seres autônomos, não mais nos identificamos com os ideais propostos nos tempos de Kant. Para piorar ainda mais a situação, o Daemon (δαίμων) utilitarista grita em nossos ouvidos: “-Não precisamos ser autônomos, é mais fácil nos curvarmos ao sistema que reclama sua autoridade.”
            O sucesso é a palavra de ordem deste início de século XXI. Todas as pessoas que conheço desejam o sucesso e admiram as pessoas bem sucedidas em suas mais variadas variáveis. Mas só tem sucesso quem “joga as regras do jogo” e dentro delas extrapola os resultados previamente esperados, ou seja, o indivíduo bem sucedido não precisa ser autônomo. Por outro lado, é provável que o sujeito que enfrente o sistema de forma autônoma seja desencorajado até mesmo por aqueles por quem luta e defende. Este paradoxo Adorno chama de “eliminação do sujeito para assegurar sua auto conservação.”[17]


As relações sociais de dominação (...) exigem disciplina a lógica da dominação mascarada de “autodeterminação”, seja na autoafirmação soberana dos que participam na troca capitalista, seja no pensamento identificador. (Moreira, 2008, p.22)

Vejo que a maioria dos sujeitos está perfeitamente identificada com a lógica do sistema. Por isso toda a indignação e revolta dos oprimidos acaba convertida em auto conservação do sistema. Voltando para casa após um cansativo dia de trabalho, pego o ônibus que está lotado com mais de cem pessoas se espremendo entre ferros e bancos. Não vejo ninguém reclamando e se mobilizando contra a lógica dominadora que nos submete aquela situação, mas vejo vários de nós murmurando orgulhosamente o fato de que logo comprarão um automóvel ou motocicleta e se “libertarão” daquela situação.
Matthew Lipman em sua obra O Pensar na Educação diz que a escola é a instituição localizada entre os interesses públicos e privados das mais diversas facções que nossa sociedade possui. Entre elas as mais influentes na “formação” do indivíduo estão a família e o Estado. Em minha Crítica à Escola[18] mostro que para sobreviver ao longo dos séculos o mínimo necessário para que a escola enquanto instituição permaneça detendo seu sentido[19], é ter as mínimas condições de auto regência e autonomia. Infelizmente isso não ocorre, a escola acaba engessada por forças externas, principalmente ligadas a questões econômicas e políticas. A instituição que deveria nos ensinar a pensar com a própria cabeça acaba por ser a responsável por imprimir em cada indivíduo a marca do sistema opressor e seus interesses[20].
Não é à toa que a escola seja o palco normalmente escolhido para a barbárie no século XXI. Junte todos os “ingredientes” citados neste trabalho e adicione a Web 2.0[21]; temos assim o senário para a Nova Auschwitz, muito diferente da velha[22], mas carregada do mesmo tipo de ódio e barbárie.
Navegando na Web 2.0 o indivíduo esvaziado psicologicamente pelo sistema e sua Indústria Cultural tem acesso a uma quantidade e diversidade de informações muito superiores ao que encontraria na escola, nos meios de comunicação tradicionais ou na biblioteca da esquina.  Diferentemente destes velhos meios que trazem a informação já pronta e a confronta com os indivíduos, a Web 2.0 traz sempre uma informação inacabada que grita por comentários e opiniões. Outra característica relevante neste processo se dá por meio dos filtros de pesquisa que estão cada vez mais precisos e dinâmicos, com eles o indivíduo consegue filtrar toda informação que recebe, ou seja, passa a receber somente aquilo que lhe interessa, excluindo tudo que for contrário ou desnecessário para suas ideias e planos por mais maníacos que esses possam ser. Neste sentido a Web 2.0 que pode ser uma ferramenta excelente no caminho do esclarecimento e libertação dos indivíduos, revela sua outra face que é cruel e ainda mais alienadora do que a velha mídia.
Nas redes sociais as relações pessoais se falsificam em absoluto. Isolados em seus absurdos os sujeitos esvaziados se isolam cada vez mais da realidade e passam a ser geradores de conteúdo geralmente ligados ao ódio, discriminação, extremismo e fundamentalismo, porém carregados de um falsificado pressuposto crítico à realidade e ao sistema. Nesta loucura geralmente surgem admiradores e seguidores que de uma forma ou de outra acabam por alimentar os planos de um ataque como o de Columbine.[23]
Tudo isso junto dá ao indivíduo esvaziado a sensação de ser Deus, ou de estar justificado perante ele. Nos diários e cartas suicidas de jovens que cometeram este tipo de ato é comum encontrar frases do tipo “me sinto como um deus”, “Só Deus pode me julgar”, “Os impuros não me tocarão”[24], etc. Claro que isso não tem ligação com fanatismo religioso, afinal estes jovens não são fundamentalistas religiosos do mesmo jeito que estamos acostumados a ver; eles simplesmente inventam sua própria religião fundamentadora para sua barbárie.


CONCLUSÃO
Enquanto a mídia e os especialistas tentam entender a sucessiva repetição de massacres do tipo Columbine através das patologias psicológicas dos assassinos, ou dos jogos de videogame violentos que jogavam, ou das distorções religiosas por eles feitas, etc. perdemos o foco do real problema e pouco fazemos para que Columbine jamais se repita.
Em última análise, o sistema, usando como artifício o princípio de identidade e dominação, esvazia os indivíduos até que toda sua originalidade e humanidade sejam estripadas, gerando assim as lacunas necessárias para que patologias psicológicas severas como a depressão, psicopatia e tendências suicidas aflorem e se desenvolvam. A escola que deveria libertar acaba por reprimir ainda mais ao segregar os bem sucedidos e os fracassados, surge assim o bullying, que no fim das contas serve como motivação para que os mais severamente afetados se isolem cada vez mais da realidade. Isolado o indivíduo esvaziado busca abrigo na internet que por fim serve como ambiente fermentador do extermínio injustificável e massivo de seres humanos, organizado burocraticamente e executado indiscriminadamente. Assim sendo, o sistema consegue falsificar sua principal ameaça: O princípio de autonomia.
Resta a mim como brasileiro, educador e estudante de filosofia, lembrar incansavelmente o dia 07 de abril de 2011 e agir e educar para que Realengo jamais se repita.     





REFERÊNCIAS
ADORNO, Theodor W. Dialética do esclarecimento : fragmentos filosóficos.  Rio de Janeiro : Zahar, 2006.  223 p.
ADORNO, Theodor W. Dialética negativa.  Rio de Janeiro : Zahar, c2009.  351 p.
G1, O portal de notícias da Globo. Polícia prende homens que planejavam massacre contra estudantes em Brasília. Disponível em http://g1.globo.com/jornal-hoje/videos/t/edicoes/v/policia-prende-homens-que-planejavam-massacre-contra-estudantes-em-brasilia/1868988/ Acessado em 03 de Junho de 2012.
GOULART, Fabio. 2.3 COMUNIDADE DE INVESTIGAÇÃO. Disponível em http://www.filosofiahoje.com/2011/12/23-comunidade-de-investigacao.html Acessado em 03 de Junho de 2012.
GOULART, Fabio. Crítica à Escola. Disponível em http://www.filosofiahoje.com/2012/06/critica-escola.html Acessado em 03 de Junho de 2012.
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Entregue em: 04/06/2012.


[1] Mestrando em Filosofia na área de Ética e Filosofia política pelo PPGFil da PUCRS; bolsista do CNPq; Bacharel e Licenciado em Filosofia pela PUCRS e professor de Filosofia da Secretaria Estadual de Educação do Estado do Rio Grande do Sul. 
[3] Não quero dizer com isso que a qualidade baixa da educação torne necessariamente as pessoas criminosas.
[4] “O termo indústria cultural (em alemão Kulturindustrie) foi cunhado pelos filósofos e sociólogos alemães Theodor Adorno (1903-1969) e Max Horkheimer (1895-1973), a fim de designar a situação da arte na sociedade capitalista industrial.(...) os dois filósofos alemães empregaram o termo pela primeira vez no capítulo O iluminismo como mistificação das massas no ensaio Dialética do Esclarecimento, escrita em 1942, mas publicada somente em 1947.Para os dois pensadores, a autonomia e poder crítico das obras artísticas derivariam de sua oposição à sociedade. No entanto, o valor contestatório dessas obras poderiam não mais ser possível, já que provou ser facilmente assimilável pelo mundo comercial. Adorno e Horkheimer afirmavam que a máquina capitalista de reprodução e distribuição da cultura estaria apagando aos poucos tanto a arte erudita quanto a arte popular. Isso estaria acontecendo porque o valor crítico dessas duas formas artísticas é neutralizado por não permitir a participação intelectual dos seus espectadores.” De acordo com http://pt.wikipedia.org/wiki/Ind%C3%BAstria_cultural acessado dia 03 de Junho de 2012.
[5] Centro de Atendimento Socioeducativo.
[6] Como visto no discurso de Hitler em 1934 a jovens e crianças Alemães. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=lAi7UnXp9Aw  dia 23 de Maio de 2012.
[7] Ou Era do Esclarecimento.
[9] A palavra parece forte, mas é necessária, pois julgo que é o termo que melhor expressa o fato de não termos conseguido realizar o projeto da modernidade em sua plenitude, como também revela o horror que pode surgir da lacuna deixada por sua não realização.
[10] apud. Zamora em Moreira,2008.
[11] apud. Zamora em Moreira,2008.
[12] O projeto de Adorno é um exemplo destas tentativas.
[13] Refiro-me ao “massacre de Columbine que aconteceu em 20 de abril de 1999 no Condado de Jefferson, Colorado, Estados Unidos, no Instituto Columbine, onde os estudantes Eric Harris (apelido ReB), de 18 anos, e Dylan Klebold (apelido VoDkA), de 17 anos, atiraram e massacraram vários colegas e professores.” De acordo com http://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_Columbine acessado em 03 de junho de 2012.
[14] Refiro-me aos ataques terroristas realizados pela Al-Qaeda contra os Estados Unidos da América nesta data.
[15] Personagens de desenho animado de Walt Disney.
[16] http://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_Columbine acessado em 03 de junho de 2012.
[17] apud. Zamora em Moreira,2008.
[18] Disponível em http://www.filosofiahoje.com/2012/06/critica-escola.html acessado em 03 de Junho de 2012.
[19] Que é ensinar nossas crianças.
[20] O nazismo na Alemanha é o exemplo mais claro e perigoso que isso pode nos representar.
[21] De acordo com http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0  acessado em 01/06/2012: “Web 2.0 é um termo criado em 2004 pela empresa americana O'Reilly Media para designar uma segunda geração de comunidades e serviços, tendo como conceito a "Web como plataforma", envolvendo wikis, aplicativos baseados em folksonomia, redes sociais e Tecnologia da Informação. Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para a Web, ele não se refere à atualização nas suas especificações técnicas, mas a uma mudança na forma como ela é encarada por usuários e desenvolvedores, ou seja, o ambiente de interação e participação que hoje engloba inúmeras linguagens e motivações.”
[22] Julgo que tal horror não deve ser comparado.
[23] Como visto em http://g1.globo.com/jornal-hoje/videos/t/edicoes/v/policia-prende-homens-que-planejavam-massacre-contra-estudantes-em-brasilia/1868988/ que fala da prisão de Emerson Eduardo Rodrigues (vulgo Sílvio Koerich) e Marcelo Valle Silveira Mello que mantinham um blog com mensagens de ódio contra judeus, negros, mulheres, nordestinos, homossexuais e ainda instigavam a prática do abuso sexual conta menores. De acordo com investigação da Polícia Federal brasileira os dois mantiveram contato com Wellington Menezes de Oliveira que em 7 de abril de 2011 invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, localizada na no bairro de Realengo, cidade de Rio de Janeiro no estado do Rio de Janeiro, e atirou contra vários alunos e professores matando doze deles antes de ser atingido por um tiro de um policial e cometer suicídio. Além disso, a mesma investigação revelou que os dois planejavam um massacre no estilo Columbine contra os estudantes da Universidade de Brasília.