terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Feminismo é muito mais que 'Poder da Vagina'

Adorno já observou que a emancipação da mulher só ocorrerá com a emancipação de toda a sociedade. O capitalismo petrificou as relações humanas. O processo começa dentro de casa, no seio familiar. Isto ainda se replica: O pai e mãe que jogam na cara do filho que "eles o sustentam" só reproduzem o que ocorre todos os dias nos escritórios, nas fábricas, no comércio... na própria história do capitalismo: O mito de que os detentores dos meios sustentam massa, quando na verdade o contrário seria o mais próximo do real, e um modelo de mútua cooperação e divisão mais justa dos frutos do trabalho seria o ideal. A mulher como propriedade do homem tal como vemos hoje é mais uma reprodução da mentalidade capitalista, a mentalidade que transforma o sujeito em objeto, e a mercadoria em sujeito. Enquanto alguns movimentos feministas acreditarem que sem a mudança na estrutura econômica é possível a emancipação da mulher, a mulher continuará sendo vítima dos grilhões do machismo. A luta deve ser em primeiro lugar contra a lógica de opressão. (Filósofo Fabio Goulart & Jéverton Soares dos Santos– Da página Filosofia Hoje)

Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. Não acho correta a avaliação de que a mulher hoje seja uma propriedade do homem. Cada vez mais, vejo os indivíduos (homens e mulheres) mais "individuais" (egoístas). Assim como não concordo com a relação de trabalho fora de casa ser comparada ao relacionamento entre pais e filhos (aqui há sim uma relação de dependência total). Temos que lutar sim contra a opressão, mas não a descrita no artigo acima.
    Abraços,
    Beto

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Talvez esta seja a realidade próxima de você, mas não é a da grande massa mais pobre, onde até um Bolsa Família de R$180 se torna forte elemento libertador na mão de uma mulher que não pode sair de casa, seja pelo marido violento, seja pelos 5 filhos sem creche pública.

      Excluir