quinta-feira, 21 de novembro de 2013

iPhone, Galaxy ou aquele que eu realmente preciso?

Como usuário comum de telefones celulares não sei identificar as diferenças entre um Samsung Galaxy SIII e de um SIV, nem de um iPhone 4 para um 5. Para falar a verdade nem sei apontar as diferenças dos telefones da Galaxy da Samsung e os da linha iPhone da Apple. Ok, ok, é o sistema Android, mas o que isso significa? Essas diferenças não ficam claras nem quando vejo as peças publicitárias dos aparelhos, afinal são diferenças técnicas e as propagandas geralmente tentam atingir-me pelos sentidos. Como foi dito por Adorno e Horkheimer “A cultura é uma mercadoria paradoxal. Ela está tão completamente submetida à lei da troca que não é mais trocada. Ela se confunde tão cegamente com o uso que não se pode mais usá-la. É por isso que ela se funde com a publicidade.” Para consumidores como eu, que creio que somos a maioria, empresas com Samsung e Apple investem milhões na indústria cultural, desta forma não somente os protagonistas do filme usam estes aparelhos, mas como durante a exibição da película propositalmente ele faz o uso de funções que só são possíveis no modelo mais novo. Só daí as diferenças tonam-se diferentes pra mim e num surto consumista penso ter a necessidade da troca de aparelho, e antes mesmo de sair da sala de cinemas me imagino com a “novidade” em mãos, ou seja: finalmente me condiciono passivamente à rebaixada posição de objeto consumidor. Como muito bem dito por Adorno: A velha experiência do espectador de cinema, que percebe a rua como um prolongamento do filme que acabou de ver, porque este pretende ele próprio reproduzir rigorosamente o mundo da percepção quotidiana, tornou-se a norma da produção. Quanto maior a perfeição com que suas técnicas duplicam os objetos empíricos, mais fácil se torna hoje obter a ilusão de que o mundo exterior é o prolongamento sem ruptura do mundo que se descobre no filme. (Filósofo Fabio Goulart – Da página Filosofia Hoje)

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