segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Aconteceu um fato bárbaro em Porto Alegre a menos de duas semanas. Digno da mentalidade estadunidense de ser humano. Um homem teve uma parada cardíaca no centro de Porto Alegre. Um repórter da RBSTV (Poderosa afiliada da rede Globo), que passava no local, resolveu chamar ajuda. E gravou tudo o que ocorreu. As cenas são fortes do ponto de vista ético. Primeiro a indiferença da polícia, que, apesar de ter sido a única autoridade pública que chegou no local para socorrer o homem, demorou mais de 30 minutos, tempo injustificável já que se tratava de uma região central, Tenho certeza que se eu tivesse quebrado a vidraça de algum banco demoraria menos de cinco minutos para aparecer um PM e me prender por “vandalismo”. Disso eu não tenho dúvida. Aliais, se eu estivesse por perto é exatamente o que eu teria feito. Ninguém fez nada e o homem morreu. A lógica de nossas autoridades é a seguinte: Morrer por omissão pode, já cometer vandalismo em sinal de protesto, não. Em segundo lugar, a indiferença da atendente da polícia, que queria que o repórter anotasse um número de protocolo contra a Brigada Militar enquanto estava ocorrendo o infarto. Em terceiro lugar, a SAMU, onde o médico, além de ter sido extremamente estúpido com o repórter, disse que não havia ambulância e "ponto", que o problema não era dele, e ainda desligou na cara o telefone. É importante salientar que o repórter em nenhum momento se identificou como tal, provavelmente se fizesse isso alguma coisa poderia ser diferente. Como já disse: O mais cruel de tudo isso é que o homem que sofreu infarto morreu no hospital, depois de quase uma hora sem socorro. Porto alegre hoje conta com 13 postos de ambulâncias espalhadas pela cidade. Será que falta estrutura hospitalar ou empatia médica? E tem gente que é contra a vinda dos médicos estrangeiros. É fácil ser a favor do ato médico quando nunca se sofreu por causa da apatia dos médicos. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos)

Nenhum comentário:

Postar um comentário