domingo, 1 de janeiro de 2012

3.4.2 HABILIDADES DE RACIOCÍNIO (Feliz 2012)



Lipman realmente acredita que nosso conhecimento se origina e baseia-se

em nossas experiências de mundo. Como já foi dito anteriormente, essas

experiências só possuem valor se a pessoa aprender algo com elas, para isso é necessário que esteja capacitada a presumir, supor, comparar, inferir, contrastar, julgar, deduzir, induzir, classificar, descrever, definir, explicar, etc.



Todas estas habilidades citadas são posteriores a habilidade de raciocinar. Assim sendo, a habilidade de raciocinar possibilita que a pessoa amplie a dimensão de seu conhecimento. Sem tal habilidade o ser humano estaria limitado a apenas conhecer aquilo pelo qual pode ter experiência:



                                “Raciocínio é o processo de ordenar e coordenar aquilo que foi descoberto

                               através da investigação. Implica em descobrir maneiras válidas de ampliar e

                               organizar o que foi descoberto ou inventado enquanto era mantido como

                               verdade.” (LIPMAN, 1995, p. 72)



Através do raciocínio se pode perceber a lógica existente entre um conteúdo

e outro, entre um conteúdo e um fato, entre um fato e outro fato, etc. É justamente através desta lógica que a racionalidade se mostra possível e que professores podem ensinar e os alunos podem aprender o porquê alguns argumentos são melhores que outros e porque não se pode pensar em relativismo absoluto.35



Quando os alunos raciocinam socialmente na Comunidade de Investigação,

compartilham suas premissas e se surpreendem com as conclusões que

conseguem obter. Eles se surpreendem porque através do raciocínio coletivo

conseguem ir muito além das suas experiências particulares.






 
Este texto faz parte do trabalho chamado “Crítica a Escola” escrito por mim, Fabio Goulart. Para fazer o Download do trabalho Completo CLIQUE AQUI. Todos os dias será postado um novo texto deste trabalho aqui no site! Boa Leitura!



35 Estou me referindo ao porque existem argumentos logicamente válidos e logicamente inválidos.

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